Joana Darc nega que luta pelos animais seja estratégia política: ‘desde criança sou protetora’

Redação Portal Norte

Durante entrevista ao Portal Norte, nesta quarta-feira (27), Joana Darc foi questionada sobre críticas que associam sua atuação na defesa dos animais a uma possível pré-candidatura para 2026.

A parlamentar rebateu, ressaltando que sua militância é antiga e não começou por interesse político.

Então eu estou pré-candidata desde criança, porque eu, desde criança, sou protetora de animais. Na minha adolescência eu criei as primeiras ONGs de proteção animal, fui presidente de algumas delas, então assim, a minha vida toda é relacionada a isso”, explicou.

A deputada destacou que sua trajetória na causa animal é consistente e que os projetos não têm motivação eleitoral, mas sim a defesa dos direitos dos animais e a promoção de políticas públicas que beneficiem toda a sociedade.

“Eu não me tornei protetora de animais por um objetivo político, eu já liderei há dez anos, antes de ser candidata a alguma coisa, movimentos nacionais, manifestações aqui na nossa cidade, então assim eu acredito que a política ela foi uma consequência disso”, acrescentou.

Joana Darc busca reeleição em 2026

A parlamentar falou sobre seus planos para as eleições de 2026. Apesar de especulações sobre uma possível candidatura a cargo federal, Joana Darc afirmou que seu foco permanece na reeleição como deputada estadual.

“Eu sou, no ano que vem, candidata a deputada estadual, porque eu entendo que o meu desafio é aqui no Estado, muito embora eu já tenha tido uma votação que alcançaria, na última eleição, um cargo de deputada federal”, disse.

Ela destacou que, além da atuação política, leva em conta questões pessoais, como a maternidade e acompanhamento do filho PCD, que dificultariam uma mudança para Brasília.

“Tem também a questão da maternidade. Para a mulher é mais complexo ser deputada federal ou ir para Brasília, porque eu acabaria ficando longe dos meus filhos e eu tenho um filho PCD. Então, eu acompanho a vida dele, as terapias, e eu não me vejo ainda nesse perfil. Muito embora eu acredite que a gente tem que ter mulher no Congresso”, finalizou.

Luta na causa PcD

A deputada, conhecida pelo trabalho em defesa dos animais, revelou que sua atuação na causa dos PCDs foi motivada pela experiência com seu filho, Joaquim, diagnosticado com síndrome de Down.

Em entrevista ao Portal Norte, a parlamentar afirmou que viver o dia a dia de terapias, desafios e combate ao preconceito a levou a levar a causa para a Assembleia Legislativa.

Entre suas iniciativas recentes estão a implementação das Carteiras de Identificação da Pessoa com Deficiência (Cipd) e da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (Ciptea).