Senado aprova emenda que garante voto impresso auditável nas eleições; entenda

Redação Portal Norte

O Senado Federal aprovou, nesta quarta-feira (20), na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), o novo Código Eleitoral, que reúne quase 900 artigos. Entre eles, a emenda polêmica que garante a implementação do voto impresso auditável.

O texto-base foi aprovado por 20 votos a 6 e recebeu 373 emendas, das quais 130 foram aceitas total ou parcialmente pelo relator, senador Marcelo Castro (MDB-PI). A emenda do “voto impresso”, por outro lado, foi aprovada com 14 votos, contra 12.

A medida, considerada uma vitória da oposição, prevê que cada eleitor tenha a possibilidade de conferir o voto depositado na urna eletrônica por meio de uma versão impressa, que ficará registrada para futura auditoria.

Segundo parlamentares que apoiaram a iniciativa, o objetivo é reforçar a transparência e a confiança no processo eleitoral, permitindo comparações entre os sistemas eletrônico e impresso. A proposta agora segue para o plenário do Senado, onde deve ser debatida antes da votação final.

Com a aprovação na CCJ, o texto segue para análise no plenário do Senado Federal. Caso receba aval dos parlamentares, a medida passará a integrar o novo Código Eleitoral

Proposta do voto impresso auditável

O destaque aprovado altera a legislação para que cada voto registrado eletronicamente seja acompanhado de uma via impressa, sem que o eleitor tenha contato direto com o papel.

Pela proposta, as urnas eletrônicas deverão emitir um comprovante impresso do voto, que poderá ser conferido pelo eleitor e lacrado para auditoria posterior.

Esses registros serão armazenados em urnas lacradas, podendo ser auditados em caso de questionamentos.

Quem votou a favor do “voto impresso”

  1. Sergio Moro (União-PR)
  2. Alan Rick (União-AC)
  3. Professora Dorinha Seabra (União-TO)
  4. Plínio Valério (PSDB-AM)
  5. Jayme Campos (União-MT)
  6. Carlos Portinho (PL-RJ)
  7. Eduardo Girão (Novo-CE)
  8. Magno Malta (PL-ES)
  9. Rogério Marinho (PL-RN)
  10. Jorge Seif (PL-SC)
  11. Esperidião Amin (PP-SC)
  12. Laércio Oliveira (PP-SE)
  13. Dr Hiran (PP-RR)
  14. Margareth Buzetti (Sem partido-MT)

Quem votou contra

  1. Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB)
  2. Marcelo Castro (MDB-PI)
  3. Eduardo Braga (MDB-AM)
  4. Fernando Farias (MDB-AL)
  5. Eliziane Gama (PSD-MA)
  6. Rodrigo Pacheco (PSD-MG)
  7. Angelo Coronel (PSD-BA)
  8. Zenaide Maia (PSD-RN)
  9. Rogério Carvalho (PT-SE)
  10. Fabiano Contarato (PT-ES)
  11. Augusta Brito (PT-CE)
  12. Paulo Paim (PT-RS)

Outros pontos do novo Código Eleitoral

Além do voto impresso, outros pontos geraram intensos debates.

Fake news: pena reduzida para até 1 ano de prisão e 150 dias-multa, aplicada apenas a informações falsas sobre candidatos e partidos. Punição mais severa se houver uso de redes sociais.

Quarentena eleitoral: fixada em 1 ano para militares, juízes e procuradores que queiram disputar eleições. Juízes e membros do MP devem se desligar definitivamente dos cargos; policiais não podem exercer funções de investigação nesse período.

Cotas de gênero: mantida a regra atual, com 30% de candidaturas femininas obrigatórias e 30% do fundo eleitoral destinado a campanhas de mulheres, rejeitando proposta de reserva de cadeiras no Legislativo.

Autofinanciamento de campanha: liberado em 100%, sem limite de uso de recursos próprios por candidatos (antes era 20%).