Zanin libera Thiago Barbosa, sobrinho do governador do Tocantins, com cautelares

Redação Portal Norte

Na última terça-feira (29), o ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a revogação da prisão preventiva do advogado Thiago Marcos Barbosa de Carvalho.

Preso desde 18 de março deste ano, como parte da Operação Sisamnes da Polícia Federal, Thiago Barbosa libertado, mas com a imposição de medidas cautelares.

Thiago Barbosa, que é sobrinho do governador do Tocantins, Wanderlei Barbosa (Republicanos), é investigado por suspeita de envolvimento em um esquema de vazamento de informações sigilosas de operações judiciais, incluindo as Operações Fames-19 e Máximus.

De acordo com a defesa de Thiago Barbosa, os advogados Lucas Mendonça Cavalcante, Evellin Faquinni Moura Coelho e Beatriz Castro Cavalcante, o foco, agora, é comprovar a inocência do cliente.

Zanin segue precedente em outros casos similares

A decisão do ministro Zanin se baseou no fato de que outros investigados no mesmo caso, como o prefeito de Palmas, Eduardo Siqueira Campos (Podemos), o policial civil Marco Augusto Velasco e o advogado Antônio Ianowich Filho, também tiveram suas prisões revogadas.

Por essa razão, Zanin entendeu que os mesmos efeitos deveriam ser aplicados ao caso de Thiago Barbosa.

A liberdade do advogado, no entanto, está condicionada a uma série de medidas cautelares:

  • Proibição de contato com qualquer outro investigado nas Operações Sisamnes, Fames-19 ou Máximus.
  • Retenção do passaporte.
  • Impedimento de deixar o país.

Entenda a investigação

A Polícia Federal apura que Thiago Barbosa teria tido acesso privilegiado ao inquérito da Operação Fames-19, que investiga desvios em programas sociais de distribuição de cestas básicas no Tocantins.

A principal suspeita é que ele tenha repassado essas informações a seu tio, o governador Wanderlei Barbosa. Na época, o governador afirmou, por meio de nota oficial, que já estava formalmente habilitado no processo e, portanto, não teria recebido informações sigilosas de forma irregular.

Thiago exercia o cargo de assessor jurídico no MPTO

Thiago Barbosa atuava como assessor jurídico do Ministério Público do Tocantins e foi exonerado do cargo no mesmo dia de sua prisão, em março.

Crimes investigados

O inquérito policial investiga crimes como corrupção, violação de sigilo funcional e obstrução de justiça. As investigações permanecem sob sigilo no Supremo Tribunal Federal. É importante ressaltar que o governador não é alvo da investigação.