O deputado federal Capitão Alberto Neto (PL-AM) voltou a defender o novo marco do licenciamento ambiental aprovado na Câmara dos Deputados e criticou ambientalistas que são contra o texto.
Segundo ele, essa oposição prejudica o agronegócio e impede o avanço de novas matrizes econômicas na região amazônica.
Durante entrevista ao Povo na TV, o parlamentar afirmou que parte da militância ambiental atua de forma “radical” e tem deixado a população local “na miséria”, ao travar projetos de exploração de recursos naturais como o potássio e o gás natural.
“Governadores políticos indo na França receber prêmio de que estão preservando o estado do Amazonas, que 97% da floresta está preservada, enquanto o meu povo está na miséria, enquanto a gente não consegue o licenciamento da produção do potássio”, disse o deputado.
PL busca simplificar licenciamento ambiental, diz parlamentar
Capitão Alberto Neto também apontou que o Brasil importa cerca de 95% dos fertilizantes usados no agronegócio, parte deles de terras indígenas no Canadá, o que considera contraditório com a oposição ao licenciamento no Brasil.
Segundo ele, o projeto aprovado na Câmara não representa risco de devastação.
O deputado destacou que a proposta visa reduzir a burocracia e permitir que o país avance na geração de emprego e renda, especialmente na região amazônica.
“Nós simplificamos o licenciamento ambiental para não ficar preso na burocracia, para destravar matrizes econômicas, que vai fazer a nossa gente, o nosso povo ter mais riqueza”, afirmou Alberto Neto.
Deputado defende exploração sustentável e critica entraves
Durante sua fala, o parlamentar também criticou o abandono da BR-319 e disse que o antigo licenciamento ambiental, obtido ainda no governo Bolsonaro, foi revogado, dificultando obras de infraestrutura essenciais para o Estado.
Capitão Alberto afirmou que é possível conciliar preservação com desenvolvimento econômico, e que o licenciamento atualizado abre caminho para investimentos sustentáveis.
“Vamos preservar a floresta, sim, mas não podemos aceitar que nosso povo continue pobre, sentado sobre a maior riqueza do mundo”, afirmou.
O deputado defendeu a diversificação da economia do Amazonas e disse que o Estado não pode depender exclusivamente da Zona Franca de Manaus. Para ele, é urgente destravar projetos e atrair investimentos que beneficiem também o interior.
“Eu votei com muita vontade e votaria de novo. Quero levar riqueza ao interior, criar novas matrizes econômicas”, declarou.