A baixa popularidade do governo Lula (PT), apontada em pesquisas de diversos institutos, como Ipsos-Ipec e Genial/Quaest, tem como fator essencial a difícil gestão econômica, vinda do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, de acordo com analistas do mercado.
Esse cenário tem deixado em alerta até quem é do próprio Partido dos Trabalhadores (PT). É o caso do vice-líder do governo na Câmara dos Deputados, Reginaldo Lopes, que durante entrevista à Band no último domingo (23), ponderou as ações executadas pelo presidente, tendo em vista a atualidade.
“O mundo hoje é muito mais tecnológico e há uma polarização perigosa. Existem crises econômicas prolongadas, além de governos que não conseguem encontrar respostas, na tentativa de estabelecer estados protecionistas, e vemos também estados expansionistas”, disse.
O deputado entende que caso não ocorra um posicionamento certeiro da defesa de Lula, é possível que uma derrota em 2026, em eventual segundo turno, aconteça. Neste contexto, Lopes acredita que haverá uma narrativa de neofascismo e neonazismo no Brasil.
Mas Lula vai se candidatar? Lopes comentou que a tarefa de concorrer à presidência em 2026 tem que ser de Lula, contudo o mesmo declarou recentemente que se colocaria à disposição se estivesse “100% de saúde”. Assim, só 2026 dirá.
Partido quebrado
O PT, que conta com 12 ministros no primeiro escalão do governo, não está da maneira que foi projetada, segundo o vice-líder. “O PT está em uma bolha. Ele hoje erra em quatro setores estratégicos”, destaca.
Para o parlamentar as áreas em preocupação são:
- Classe média;
- Evangélicos;
- Empreendedores;
- Agronegócio.
2025 de novas chances
Apesar dos erros, Lula considera que 2025 será o “ano da grande colheita”. A visão é também abraçada por Reginaldo Lopes.
“Eu acredito muito no ano de 2025 como recuperação da popularidade e da economia real com o presidente Lula”, afirma.