As definições sobre que partido vai liderar cada Comissão Permanente da Câmara dos Deputados devem ser feitas durante reunião de líderes desta quinta-feira (13), conduzida pelo presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB).
Na última terça-feira (11), antes de encontro com a nova ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, Motta afirmou que as pré-definições serão válidas.
“Os acordos estabelecidos para as escolhas dos partidos para as presidências das comissões permanentes da Casa serão respeitados e cumpridos”, disse.
Sem alegria geral
O presidente explicou que em decisões como essas nem todos os líderes saem agradados, mas que o trabalho deve ser feito.
“Sempre digo que nenhum líder se senta à mesa e sai 100% satisfeito, porque a ordem de escolha possibilita que vá se priorizando o que é importante para cada partido e, no final, monta-se a divisão dentro do que é possível fazer”, comentou.
CCJ
Considerado o principal colegiado da Câmara, a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) abriu uma disputa com o Partido Liberal (PL), que a presidiu no ano passado pela figura da deputada Caroline de Toni (PL-SC).
Para este ano, a sigla ainda pleiteava a gestão. No entanto, um acordo feito no começo da legislatura impede que o partido presida os trabalhos da Comissão.
“Há acordo prévio e vou fazer valer”, afirmou Motta.
Na última quarta-feira (12), o vice-presidente da Câmara, Altineu Côrtes (PL-RJ), afirmou que o PL não iria mais insistir na presidência da CCJ e que respeitaria o acordo de rodízio entre os partidos.
“O PL é o maior partido da Câmara e vai exercer esse direito de fazer as primeiras pedidas, respeitando o acordo da Comissão de Constituição e Justiça”, expôs.
Relações exteriores
O deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) é o favorito da sigla para assumir o comando da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional, contudo uma polêmica com o Partido dos Trabalhadores (PT) não garante a definição.
O PT tem se manifestado contra a indicação do parlamentar para a presidência da comissão, contudo, segundo o presidente da Câmara, o PL tem o direito de fazer cinco escolhas, tendo em vista que a CCJ já não será dele.
“Não acredito que seja uma crise, porque essa distribuição [de comissões] é algo conhecido por todos, é uma praxe regimental e isso se dá pelo tamanho de cada bancada, não dá para interferir. Vamos cumprir o que tem de ser cumprido, sempre tentando fazer da forma mais harmônica possível”, esclareceu o presidente Hugo Motta
*Com informações de CNN