O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nomeou a deputada federal e presidenta do Partido dos Trabalhadores (PT), Gleisi Hoffmann, como a nova Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República.
A pasta é responsável pela articulação política do governo.
A decisão ocorre após a troca ministerial do governo.
Alexandre Padilha, atual ministro das Relações Institucionais foi remanejado para o Ministério da Saúde no lugar da ministra Nísia Trindade.
Lula e Gleisi estiveram reunidos na manhã desta sexta-feira (28).
A indicação foi confirmada pelo Palácio do Planalto e o presidente Lula também publicou uma mensagem nas redes sociais desejando “boas vindas” à Gleisi e um “bom trabalho”.
A posse da nova ministra está marcada para o dia 10 de março.
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Biografia
Nascida em Curitiba (PR), Gleisi é formada em direito e tem especialização em Gestão de Organizações Públicas e Administração Financeira.
Iniciou sua trajetória política no movimento estudantil e, em 1989, filou-se ao PT.
Foi secretária no governo de Mato Grosso do Sul e secretária de Gestão Pública na prefeitura de Londrina (PR).
Em 2002, no primeiro governo Lula, assumiu a Diretoria Financeira de Itaipu Binacional.
Entre 2008 e 2009, presidiu o diretório estadual do PT no Paraná e em 2010 foi eleita senadora pelo estado.
Em 2011, a então presidenta Dilma Rousseff convidou-a a assumir a chefia da Casa Civil da Presidência da República, função que desempenhou até fevereiro de 2014, quando, então, retornou para sua vaga no Senado Federal.
Gleisi foi eleita, em 2017, para a presidência nacional do PT e, em 2018, para uma cadeira na Câmara dos Deputados, pelo Paraná.
Por fim, em 2022, ela foi reeleita como deputada federal.
Troca ministerial
A alteração foi justificada por uma melhoria na relação entre os poderes. Lula tem o objetivo de realizar uma “mudança de perfil” à frente da pasta, visando a eleição de 2026.
Agora, Lula planeja acomodar Nísia Trindade em um organismo internacional de relevância no setor da saúde.
No primeiro pronunciamento após a mudança, Padilha avalia que fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS) devem ser prioridade na gestão à frente da pasta.