Rumble: conheça a rede social ‘liberal’ suspensa por Moraes no Brasil

Redação Portal Norte

A rede social Rumble ganhou holofotes após ser bloqueada no Brasil. O ministro Alexandre de Moraes do Supremo Tribunal Federal (STF) determinou, na sexta-feira (22), a suspensão do funcionamento da plataforma.

A decisão judicial estabeleceu o prazo de 48 horas para a plataforma indicar representantes legais da empresa no Brasil, antes de ter os serviços suspensos.

Como a empresa não cumpriu a determinação, a Rumble foi tirada de ar.

A reação de Moraes ocorre após o CEO da Rumble, Chris Pavlovski, desafiar o ministro nas redes sociais.

Pavlovki anunciou que recebeu a nova ordem de Alexandre de Moraes, mas declarou que não vai cumpri-la, por considerar a decisão “ilegal”.

“Você não tem autoridade sobre a Rumble aqui nos EUA, a menos que passe pelo governo dos Estados Unidos”, escreveu o CEO da Rumble no X.

Como justificativa, Moraes afirmou que Pavlovski confunde liberdade de expressão com uma “inexistente liberdade de agressão”.

“Confunde deliberadamente censura com proibição constitucional ao discurso de ódio e de incitação a atos antidemocráticos, ignorando os ensinamentos de uma dos maiores liberais em defesa da liberdade de expressão da história, John Stuart Mill”, completou o ministro.

O que é a Rumble?

A Rumble é uma rede social de vídeos, parecida com o Youtube, porém, mais liberal, que promete não utilizar algoritmos para censurar ou restringir conteúdos.

Ela diz que sua missão é “proteger uma internet livre e aberta”.

Popular entre grupos conservadores, a plataforma foi fundada em 2013 pelo empresário canadense Chris Pavlovski.

Em 2023, a Rumble chegou a interromper as atividades no Brasil após Moraes determinar a remoção de alguns conteúdos e usuários da plataforma.

No entanto, a plataforma voltou a operar em solo virtual brasileiro no início deste ano.

A rede social tem negócios com o grupo de comunicação de Trump e também já recebeu investimentos de pessoas próximas do republicano.