‘Prisão sem pé, nem cabeça’, afirma Mauro Carlesse ao deixar o Quartel da PM em Palmas

Redação Portal Norte

O ex-governador Mauro Carlesse ganhou liberdade e deixou a prisão no Quartel do Comando Geral (QCG) da Polícia Militar, em Palmas, nessa quarta-feira (19). Ele foi preso no dia 15 de dezembro de 2024, com a acusação de tentar fugir do país.

Logo na saída do QCG, o ex-chefe executivo do estado atendeu a imprensa. Em entrevista à equipe de reportagem da TV Norte Tocantins, falou sobre a situação.

“Em primeiro lugar é ir para casa, com a bênção de Deus. Foi uma injustiça muito grande prende um homem que está dentro do estado, trabalhando, cuidando dos seus afazeres e de repente ser surpreendido com uma prisão sem pé, nem cabeça. Acusado de querer fugir do Brasil e ai eu me pergunto ‘fugir de quê?’ se o processo estava completamente parado e o próprio juiz da vara pedindo as provas para o Ministério Público e nós aguardando para fazer nossas defesas”, declarou Mauro Carlesse.

Mauro Carlesse nega intenção de fuga

O ex-governador Mauro Carlesse lamentou ainda a decisão de ser preso e afirmou que nunca fugiu das suas responsabilidades.

“Mas eu tenho certeza absoluta que ainda confio na justiça e confio na justiça de Deus, porque a maldade não pode ser continuada. Principalmente a perseguição política”, afirmou.

Carlesse alegou ainda que não sabia porque estava sendo preso e reforçou que se tratou de uma injustiça. Também confirmou que tem passaporte e nacionalidade italiana, mas que não pretendia fugir do Brasil.

“Jamais eu ia fugir, não motivo para fugir. Sou um cidadão italiano, tenho passaporte italiano, tenho identidade no Uruguai, para os meus negócios. Eu sou empresário, vivo e sustento minha família fazendo o meu trabalho. Isso foi entendido, para o Ministério Público, como se eu fosse fazer uma fuga. Depois que saí do governo já viajei umas cinco ou seis vezes, para o exterior, a negócios”, explicou Mauro Carlesse.

Casa na Itália

A decisão que determinou a prisão do ex-governador Mauro Carlesse, apontava uma casa na Itália, como indício de intensão de fuga. Sobre esse assunto, ele também esclareceu em entrevista para imprensa.

“Quando eu recebi a informação de que eu poderia receber o meu passaporte italiano, um processo que corria desde 2026/2017, um processo longo, um processo em família, foi feito o seguinte. Nós tínhamos que ficar lá (na Itália), 40 dias e decidimos pela opção mais barata. Alugar uma casa ou ficar em hotel, porque ia a minha família inteira. Filhas, netas, genro, não era só eu”, esclareceu.

Carlesse informou ainda que manteve uma outra casa no país, onde poderia receber documentações naturais da Itália, pois é cidadão italiano.