O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), prorrogou por 60 dias o inquérito que investiga Silvio Almeida, ex-ministro dos Direitos Humanos, pelo crime de importunação sexual.
A ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, é uma das vítimas envolvidas nos casos de assédio.
A Polícia Federal pediu um prazo maior para concluir as investigações.
Entre as diligências pendentes, por exemplo, está a oitiva do próprio Almeida, que ainda não prestou depoimento e deve ser um dos últimos a serem ouvidos no caso.
O caso tramita sob sigilo na Suprema Corte. Ao autorizar a investigação, Mendonça entendeu que o processo deveria tramitar no STF porque as acusações ocorreram quando Almeida estava no cargo de ministro.
Após a conclusão das investigações, a PF pode indiciar ou não o ex-ministro, a depender das conclusões do inquérito.
Acusações
As acusações contra o ex-ministro Silvio Almeida surgiram em setembro de 2024. Uma nota da organização Me Too Brasil acusou Silvio Almeida de assédio sexual contra várias mulheres, como Anielle Franco.
Após as acusações, Lula decidiu demitir Silvio Almeida. A escolhida para ocupar o cargo no Ministério dos Direitos Humanos foi Macaé Evarista.
Em setembro, a Polícia Federal abriu formalmente o inquérito policial para apurar os supostos assédios cometidos pelo ex-ministro dos Direitos Humanos Silvio Almeida.
Em nota após a divulgação das acusações, Silvio Almeida disse repudiar “com absoluta veemência” as denúncias, que chamou de “mentiras” e “ilações absurdas” disseminadas com o objetivo de prejudicá-lo.
No sábado (15), Almeida afirmou está retomando seus projetos acadêmicos e pessoais.
“Eu estou vivo, continuo indignado e não quero compaixão e nem ‘segunda chance’. Eu quero justiça”, escreveu em publicação nas redes sociais.
*Com informações da Agência Brasil