Pesquisa Quaest: Lula é favorito entre os mais pobres e direita lidera na classe alta; veja

Redação Portal Norte

Uma pesquisa Quaest divulgada no último domingo (16), que entrevistou duas mil pessoas em todo o Brasil e tem margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos, mostrou o quadro político de classes sociais. 

O presidente Lula foi bastante citado pela classe baixa, junto do Partido dos Trabalhadores (PT). O levantamento apontou que 28% dos entrevistados se declararam “lulistas/petistas”, ao mesmo tempo em que 11% se declararam de esquerda, mas sem questão partidária. 

Sem relação com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), 14% se identificaram com a direita. Quando o assunto é Bolsonaro, 9% se explicaram como “bolsonaristas”. Totalizaram 31% aqueles que não possuem posicionamento político. 

Classe média

No contexto médio, 16% se alinharam ao lulismo/petismo e 15% se posicionaram à esquerda, sem citação ao PT. 22% se declararam de direita e quando a direita é bolsonarista, há apoio de 12%. 

O maior número, 32%, representa aqueles que não se definem politicamente. 

Classe alta

A análise feita com pessoas de classe alta mostra um panorama diferente: Lula perde apoio. Apenas 12% se identificaram como “lulistas/petistas”, empatando tecnicamente  com aqueles que se manifestaram como “bolsonaritas” (14%). 

O destaque neste cenário foi para quem se diz de direita, com pontuação de 29%. A porcentagem de 27% representa quem não possui visão política. 

Sondagens reflexivas 

A pesquisa em questão rememora levantamento que apontou que em 2026 o petista é o favorito para a presidência da república. Isso aparece ao mesmo tempo em que outras sondagens mostram a queda de aprovação do governo federal. 

O cientista político Roberto Almeida explica que a situação pode estar alinhada à memórias passadas.

“Quando a gente compara duas pesquisas que mostram fatores políticos divergentes, é preciso pensar como está e como era o governo. Este já é o terceiro governo de Lula e, muitas vezes, as pessoas que se identificam com o presidente estão presas a um possível bom momento de gestão e não conseguem achar nome melhor para gerir o país”, disse.