Uma reportagem do site Sena News aponta que a Prefeitura de Sena Madureira, sob a gestão do prefeito Gerlen Diniz (Progressistas), realizou a compra de combustível no Auto Posto Rosellão, considerado o mais caro da cidade, por meio de dispensa de licitação.
O contrato tem um valor estimado em quase R$ 12 milhões e abrange o fornecimento de combustíveis para atender diversas demandas da administração municipal.
O que liga o fornecedor ao prefeito?
De acordo com o site, o Auto Posto Rosellão pertence ao empresário Bruno Rosella, que apoiou Diniz nas eleições de 2024. A reportagem questiona a escolha do fornecedor e destaca que há estabelecimentos com preços mais baixos no município.
“A prefeitura anunciou a compra de combustível através de dispensa de licitação, sem concorrência, favorecendo o Auto Posto Rosellão, conhecido por ter os preços mais altos de Sena Madureira. Coincidência? Difícil acreditar, já que o posto pertence a um amigo íntimo do prefeito”, diz um trecho.
Além disso, o texto aponta uma suposta discrepância entre os valores registrados no processo de compra e os praticados nas bombas, o que poderia ferir o princípio da economicidade, que orienta a administração pública a buscar a melhor oferta para evitar desperdício de recursos.

O site também destaca a ausência de um processo competitivo, o que, segundo especialistas consultados, limita a transparência e a possibilidade de obtenção de melhores condições para o erário.
“Se há postos vendendo combustível mais barato na cidade, por que a prefeitura escolheu justamente o mais caro?”, questiona a reportagem.
O que diz o prefeito de Sena Madureira sobre as acusações?
Em entrevista à Rádio Difusora de Sena Madureira, o prefeito Gerlen Diniz negou as acusações. Ele afirmou que a contratação foi baseada em uma cotação de preços, e que foi selecionada a proposta mais vantajosa para o município.
“A cotação de preços foi feita e venceu quem nos ofereceu o preço menor”, declarou Diniz, sem apresentar detalhes sobre o processo de seleção.
Ademais, o prefeito também fez críticas à gestão anterior, comandada por Mazinho Serafim, afirmando que sua administração visa corrigir práticas que considera inadequadas.
“Deixei de ser deputado federal e vim para essa missão porque Sena Madureira estava sendo administrada por uma quadrilha e quem estiver achando ruim, me processe”, concluiu.
Por fim, até o momento, órgãos de controle e fiscalização ainda não se manifestaram oficialmente sobre o caso. A situação tem gerado repercussão entre moradores e representantes da sociedade civil, que cobram esclarecimentos sobre a transparência e a legalidade do processo de contratação.