Aprovado projeto de lei que proíbe cobrança da taxa de religação de serviços no Amazonas

Projeto de Lei no Amazonas prevê restabelecimento de serviços públicos em até 24 horas sem cobrança adicional de tarifas.
Redação Portal Norte

A cobrança de tarifa, taxa, ou qualquer outra forma de imposição de pagamento pelo restabelecimento de serviços públicos está proibida no Amazonas, conforme prevê o Projeto de Lei nº 333/2020.

A decisão foi aprovada nesta quarta-feira, 9, pela Assembleia Legislativa do Estado (Aleam).

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De autoria da deputada Dra. Mayara Pinheiro (Progressistas), o projeto prevê ainda que os serviços públicos que sofrerem interrupção sejam restabelecidos em até 24 horas, contadas a partir do pedido do consumidor ou da quitação de eventual débito.

Segundo a parlamentar, a propositura protege o direito do consumidor diante de possíveis abusos cometidos pelas prestadoras de serviços públicos, como abastecimento de água e energia elétrica.

“Não podemos esquecer que, no momento em que há a interrupção do serviço, independente do motivo, o maior prejudicado é sempre o cidadão, que fica sem qualquer alternativa diante da privação de recursos essenciais para atividades do dia a dia”, enfatizou Mayara.

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No Brasil, a Lei nº 8.987/1995, estabelece as condições em que pode ocorrer a interrupção ou descontinuidade da prestação de serviços públicos de forma unilateral, mas não define regras sobre o restabelecimento.

Para a Mayara, esta lacuna pode favorecer o comportamento abusivo de empresas concessionárias ou permissionárias.

“A pandemia afetou diretamente a economia, aumentou o desemprego e consequentemente a inadimplência. O Amazonas sofreu muito com esses impactos e não podemos admitir nenhum tipo de abuso por parte das empresas. Imagine o transtorno e os prejuízos causados às famílias pelo corte do fornecimento, que além de ter que pagar a dívida, tem que pagar a tarifa de religação. As indefinições da Lei permitem essa criação indevida de taxa, portanto, esse PL tem como objetivo permitir a retomada dos serviços a partir do pagamento da dívida”, justificou a deputada.

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