Ex-presidente do INSS é preso em nova fase da Operação Sem Desconto da PF

Redação Portal Norte

Em parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU), a Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quinta-feira (13), uma nova fase da Operação Sem Desconto, que tem objetivo de apurar descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas.

Estão sendo investigados os crimes de: 

  • Inserção de dados falsos em sistemas oficiais;
  • Constituição de organização criminosa; 
  • Estelionato previdenciário;
  • Corrupção ativa e passiva;
  • Atos de ocultação;
  • Dilapidação patrimonial.

63 mandados de busca e apreensão, dez mandados de prisão preventiva e outras medidas cautelares diversas foram cumpridos nos seguintes estados: 

  • Espírito Santo;
  • Goiás;
  • Maranhão; 
  • Minas Gerais; 
  • Paraíba;
  • Paraná;
  • Pernambuco; 
  • Piauí;
  • Rio Grande do Norte;
  • Rio Grande do Sul;
  • Santa Catarina;
  • São Paulo;
  • Sergipe;
  • Tocantins;
  • Distrito Federal.

O ex-presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Alessandro Stefanutto, foi preso. Há ainda determinação de uso de tornozeleira eletrônica contra José Carlos Oliveira, ex-presidente do INSS e ex-ministro do Trabalho e Previdência no governo de Jair Bolsonaro, que é investigado por suspeita de participação no mesmo esquema.

Operação Sem Desconto. Foto: divulgação/CGU.

CPMI

No Senado, a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, criada para investigar as fraudes, tem escutado diversas pessoas, entre integrantes de sindicatos e autoridades, para apurar o esquema.

Na última segunda-feira (10), O depoimento do dirigente da Associação de Amparo Social ao Aposentado e Pensionista (AASAP), Igor Delecrode, foi marcado por críticas ao Judiciário. 

O presidente da Comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG) criticou o Supremo Tribunal Federal (STF), que concedeu habeas corpus para que o depoente pudesse permanecer em silêncio. 

“Isso aqui é o STF dizendo mais uma vez que o Parlamento pouco importa. O que senadores e deputados fazem, para a Suprema Corte, não vale absolutamente nada. É para nos fazer pensar sobre o quanto nós precisamos retomar as atribuições do Congresso Nacional que, infelizmente, tem sido entregue a outro Poder por covardia”, expressou.