Buscas por crianças desaparecidas em Bacabal avançam com apoio da Marinha

Redação Portal Norte

As buscas por duas crianças desaparecidas no município de Bacabal, no interior do Maranhão, ganharam reforço neste sábado (17) com a chegada da Marinha do Brasil.

Os irmãos Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, estão desaparecidos desde o dia 4 de janeiro, após saírem para brincar no quilombo São Sebastião dos Pretos.

Marinha atua com equipamento especializado em águas turvas

O anúncio foi feito pelo governador do Maranhão, Carlos Brandão (PSB), por meio das redes sociais. Segundo ele, a Marinha iniciou os trabalhos utilizando o Side Scan Sonar, tecnologia capaz de identificar objetos submersos em ambientes com baixa visibilidade, como rios e lagos com água turva.

Além do equipamento, a operação conta com 11 militares, embarcação do tipo voadeira e moto aquática, ampliando a capacidade de varredura nos pontos considerados críticos.

Força-tarefa completa 14 dias de buscas

Neste sábado, a operação chega ao 14º dia de buscas. A força-tarefa reúne equipes da Polícia Civil, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Exército Brasileiro e mais de mil voluntários da região.

Desde a última semana, os trabalhos passaram a se concentrar também nos meios fluvial e aéreo, após a redução de possibilidades nas buscas terrestres.

Cabana na mata foi local de abrigo das crianças

As investigações avançaram após o relato de Anderson Kauan, de 8 anos, primo das crianças, que também desapareceu junto com os irmãos, mas foi encontrado três dias depois. Com base nas informações fornecidas pelo menino, as equipes localizaram uma cabana improvisada na mata, onde as crianças teriam passado pelo menos uma noite.

A confirmação foi feita oficialmente pelas autoridades maranhenses na última quinta-feira (15).

Nenhum novo vestígio foi encontrado até o momento

Apesar da intensificação das buscas e da ampliação das frentes de trabalho, nenhum novo indício que leve ao paradeiro de Ágatha e Allan foi localizado até agora.

As autoridades seguem monitorando a região e mantêm as equipes mobilizadas, enquanto familiares e moradores aguardam por respostas.