O governo federal confirmou que o Brasil enviará insumos e medicamentos à Venezuela para auxiliar no atendimento de pacientes que dependem de tratamento de diálise. A decisão ocorre após ataques militares dos Estados Unidos que atingiram o principal centro de distribuição de insumos médicos do país vizinho.
Pedido partiu da Opas após crise no sistema de saúde venezuelano
Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o apoio brasileiro foi solicitado pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), órgão ligado à Organização Mundial da Saúde (OMS). O ataque comprometeu o abastecimento de materiais essenciais para milhares de pacientes renais na Venezuela.
Envio não afetará pacientes do SUS, garante ministro
Padilha reforçou que a ação tem caráter exclusivamente humanitário e não causará impacto no atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS). De acordo com ele, não serão enviadas máquinas de hemodiálise nem profissionais da área, apenas insumos e medicamentos.
“Não há qualquer prejuízo para os mais de 170 mil pacientes que fazem diálise no SUS. Estamos falando apenas de insumos para ajudar o povo venezuelano a enfrentar uma crise provocada pelo bombardeio”, afirmou o ministro.
Venezuela tem cerca de 16 mil pacientes em diálise
Dados apresentados pelo Ministério da Saúde indicam que a Venezuela possui aproximadamente 16 mil pacientes que necessitam de diálise, número equivalente a cerca de 10% do total atendido pelo SUS no Brasil. O ministro também relembrou que, durante a pandemia de Covid-19, a Venezuela ajudou o Amazonas no momento crítico da falta de oxigênio em Manaus.
Governo monitora fronteira, mas descarta aumento migratório
Sobre a situação na fronteira, Padilha afirmou que não houve, até o momento, aumento significativo no fluxo migratório que justifique reforço imediato da estrutura de saúde na região Norte. Ainda assim, o Ministério da Saúde afirmou estar em estado de prontidão para agir, caso o cenário mude.