Documento de Eliza Samudio é encontrado em Portugal; saiba o que aconteceu

Redação Portal Norte

O reaparecimento do passaporte de Eliza Samudio em Portugal trouxe à tona detalhes pouco conhecidos sobre o retorno da modelo ao Brasil anos antes do crime que chocou o país. O documento foi localizado no território português e entregue ao Consulado-Geral do Brasil em Lisboa no início de janeiro.

Documento foi perdido durante estadia no exterior

De acordo com informações do Ministério das Relações Exteriores, Eliza extraviou o passaporte enquanto residia em Portugal, ainda em 2007. O documento registra apenas a entrada da brasileira no país europeu naquele ano, sem qualquer anotação oficial de saída.

Foto: Reprodução/Divulgação

O passaporte foi emitido em maio de 2006 e perdeu a validade em 2011.

Autorização consular permitiu retorno ao país

Mesmo sem o documento oficial de viagem, Eliza conseguiu retornar ao Brasil em 2 de novembro de 2007 por meio de uma Autorização de Retorno ao Brasil (ARB). Esse tipo de autorização é concedido por consulados brasileiros a cidadãos que perderam ou tiveram documentos roubados no exterior.

Ao desembarcar em território nacional, a autorização foi recolhida pela Polícia Federal, conforme prevê o procedimento padrão.

Após ser localizado, o passaporte foi recolhido pelas autoridades consulares e deverá ser enviado ao Brasil para destruição. Passaportes pertencem ao Estado brasileiro e não podem permanecer em circulação após serem inutilizados ou substituídos.

O cuidado é reforçado pelo fato de documentos desse tipo terem alto valor no mercado ilegal.

Consulado comunicou o Itamaraty

O Consulado-Geral do Brasil em Lisboa informou que notificou o Itamaraty assim que recebeu o documento e aguarda orientação sobre os trâmites finais. Até o momento, não foram divulgados detalhes técnicos sobre a análise do passaporte encontrado.

Caso Eliza Samudio segue cercado de repercussão

Eliza Samudio foi assassinada em 2010, em um crime de grande comoção nacional. O ex-goleiro Bruno Fernandes foi condenado por homicídio e outros crimes relacionados ao caso. O corpo da vítima nunca foi localizado.

A localização do passaporte reacendeu o interesse público por aspectos da trajetória de Eliza antes do crime, especialmente o período em que viveu fora do país.