Um novo registro em vídeo mostra outro ângulo do momento em que Evelin de Souza foi baleada seis vezes pelo ex-namorado enquanto trabalhava em uma pastelaria na Zona Norte de São Paulo. O crime ocorreu na manhã de segunda-feira (1º).
Ataque com duas armas e motivação por inconformismo
O autor dos disparos, identificado como Bruno Lopes Barreto, usou duas armas simultaneamente para atingir a vítima. De acordo com as investigações, ele não aceitava o fim do relacionamento.
Evelin contou à Polícia Civil que o casal havia se separado há seis meses, após seis anos juntos. Apesar das ameaças anteriores, ela nunca registrou boletim de ocorrência por acreditar que ele não chegaria as vias de fato.
Noite inteira de discussões antes da tentativa de feminicídio
Segundo a vítima, Bruno passou a noite na pastelaria discutindo com ela. Ao amanhecer, exigiu que Evelin o acompanhasse até sua casa, mas ela se recusou por estar em horário de trabalho.
O vídeo mostra o agressor insistindo repetidamente: “Você não vai sair?”. Em seguida, ele saca as duas armas e dispara. Após atirar, Bruno se aproxima e continua ameaçando: “Agora você viu”.
Estado de saúde e resgate
Evelin foi socorrida pelo helicóptero Águia da Polícia Militar e levada ao Hospital das Clínicas, onde passou por cirurgia. Ela segue internada na UTI e seu quadro é considerado grave.
Testemunha confirma ameaças
Quando a polícia chegou ao local, encontrou a mulher que atualmente mantém um relacionamento com Evelin. Ela relatou que ambas trabalham juntas na pastelaria e estão juntas há cerca de um mês.
A testemunha confirmou ter ouvido ameaças feitas pelo agressor, que dizia que mataria a ex-namorada e a família dela caso ela não reatasse o relacionamento.
Suspeito está foragido
A Justiça de São Paulo decretou a prisão de Bruno Lopes Barreto na terça-feira (2). Contudo, ele ainda não foi localizado e é considerado foragido.
A Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que o caso é investigado e que a perícia realizou os primeiros procedimentos no local do crime. O registro foi feito como tentativa de feminicídio no 73º Distrito Policial (Jaçanã).
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