AGU quer suspensão de regra que centraliza na PGR pedidos de impeachment no STF

Redação Portal Norte

O ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, se dirigiu ao ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para que ele reconsidere a decisão de fixar a PGR como a única possível para pedir impeachment de ministros da Corte.

Mendes proferiu liminar na última quarta-feira (3), suspendendo o trecho da lei de 1950 que concedia a prerrogativa a qualquer cidadão brasileiro. 

O ministro também determinou que  a aprovação do processo pela Casa aconteça com dois terços dos votos, e não mais maioria simples, como consta na legislação atual.

“Em uma sessão aberta com 41 senadores, a abstenção de 30 poderia levar à admissibilidade e ao recebimento da denúncia contra membros do Judiciário pela votação de apenas onze”, explicou.

Messias quer que o ministro do STF  suspenda os efeitos até o julgamento definitivo da medida pelo plenário do STF. O plenário analisará o tema em julgamento virtual, previsto para ocorrer entre 12 e 19 de dezembro.

A AGU considera legítimo que qualquer cidadão apresente ações populares com denúncias de crimes de responsabilidade para solicitar a abertura de processos de impeachment contra ministros do STF.

“Em especial, é importante a reavaliação da conclusão sobre o artigo 41 da Lei nº 1.079/1950, uma vez que, como sinalizado no corpo dessa manifestação, a legitimidade popular para o impeachment pode vir a ser melhor canalizada no futuro via atualização legislativa, na linha do que sugerido no Projeto de Lei do Senado nº 1.388/2023, preservando-se, desse como, a dimensão democrática dos processos de apuração de crimes de responsabilidade”, sustenta Messias.