Vídeo sensível mostra homem decapitado após operação no RJ e levanta suspeita de vilipêndio

Redação Portal Norte

O corpo de Yago Ravel Rodrigues, de 19 anos, foi localizado em uma região de mata que cerca o Complexo do Alemão, na Zona Norte do Rio de Janeiro.

O jovem, identificado por autoridades como integrante do Comando Vermelho (CV), teria sido decapitado após um confronto armado ocorrido durante a Operação Contenção — ação policial que deixou mais de 120 mortos nos complexos do Alemão e da Penha.

Imagens fortes circulam nas redes sociais

Vídeo divulgado nas redes mostra uma cena de extrema violência: a cabeça de Yago aparece amarrada a um tronco de árvore, enquanto o corpo, trajando farda camuflada, foi encontrado próximo ao local. As imagens geraram grande repercussão e indignação entre internautas.

Com cerca de 2,2 mil seguidores no Instagram, Yago costumava exibir um estilo de vida marcado pela ostentação. Ele publicava fotos com motos de luxo, como modelos da BMW, além de armas de fogo e cigarros de maconha.

De acordo com informações obtidas pelo portal Metrópoles, o jovem integrava um grupo armado que atuava na linha de frente da defesa do tráfico na região do Alemão. O caso segue sob investigação da Polícia Civil do Rio de Janeiro, que tenta identificar os autores do crime e as circunstâncias exatas da execução.

Polícia cortou cabeça de suspeito?

O secretário de Polícia Civil do Rio de Janeiro, Felipe Curi, negou que agentes estivessem envolvidos na decapitação de corpos encontrados após a megaoperação nos complexos do Alemão e da Penha, que deixou mais de cem mortos.

Ao ser questionado sobre os vídeos que mostram corpos decapitados, Curi respondeu: “Quem disse que foi a polícia que cortou a cabeça?” — indicando que as circunstâncias ainda estão sendo apuradas.

O secretário afirmou ainda que moradores cometeram vilipêndio de cadáver ao remover e alinhar cerca de 70 corpos em uma praça após os confrontos.

A megaoperação, considerada a mais letal da história do Rio, envolveu cerca de 2,5 mil agentes de segurança. As investigações continuam para identificar os autores das decapitações e esclarecer as causas das mortes.

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