A Câmara dos Deputados deve votar nesta quinta-feira (2) a urgência de um projeto de lei que torna crime hediondo a falsificação de bebidas. A medida foi anunciada pelo presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), na última quarta-feira (1º).
Motta ainda disse que uma proposta que aumenta a pena do crime de pedofilia, prevê monitoramento eletrônico dos condenados por crime sexual, entre outras medidas, também está pautado.
Anuncio que estão incluídos na pauta de votações de amanhã dois requerimentos de urgência. Um para o PL 2307/2007, que torna crime hediondo a falsificação de bebidas. Outro para o PL 2810/2025, que aumenta a pena do crime de pedofilia, prevê monitoramento eletrônico dos…
— Hugo Motta (@HugoMottaPB) October 1, 2025
Falsificação
O texto sobre bebidas alcoólicas se dá após mortes ocorrerem por metanol. As investigações apontam que falsificadores compram garrafas de marcas conhecidas de gin e vodka, esvaziam parte do conteúdo e misturam metanol, um produto químico barato e de fácil acesso no mercado clandestino.
Depois, o material é revendido em bares, adegas e festas, sem que o consumidor perceba a diferença.
O metanol não é destinado ao consumo humano. A ingestão, mesmo em pequenas quantidades, pode causar vômitos, dor abdominal, confusão mental, convulsões, cegueira e morte.
Autoridades de saúde reforçam que qualquer suspeita de intoxicação deve ser tratada como emergência médica.
Crime organizado
A Associação Brasileira de Combate à Falsificação (ABCF) levanta a hipótese de que o metanol usado para adulterar bebidas seja o mesmo contrabandeado para fraudes em combustíveis.
Segundo a entidade, após recentes operações policiais contra distribuidoras ligadas ao PCC, parte do estoque pode ter sido repassada a quadrilhas especializadas em falsificação de destilados.