A recente descoberta de bebidas alcoólicas adulteradas com metanol em São Paulo acendeu um sinal de alerta em todo o país. O consumo desse tipo de produto já provocou mortes de jovens e deixou dezenas hospitalizados.
O risco não se restringe à capital: bares, distribuidoras e até festas particulares no interior também podem ser canais de circulação dessas garrafas perigosas.
Por que o metanol é tão nocivo?
Diferente do etanol, que está presente nas bebidas comuns, o metanol é um composto usado na fabricação de combustíveis, solventes e tintas.
Quando ingerido, o corpo o transforma em substâncias altamente tóxicas, capazes de causar falência de órgãos e até cegueira irreversível.
Sintomas que exigem atenção
Os primeiros sinais de intoxicação aparecem poucas horas após o consumo: dor de cabeça intensa, náuseas, tontura e visão turva. Em casos graves, podem surgir convulsões, dificuldade para respirar e risco de morte.
Especialistas reforçam que o comprometimento da visão acontece porque o ácido fórmico atinge diretamente o nervo óptico.
Como se proteger do risco?
Autoridades de saúde recomendam alguns cuidados simples que podem evitar tragédias:
- Comprar apenas em estabelecimentos de confiança;
- Desconfiar de promoções com valores muito abaixo do mercado;
- Observar rótulos e embalagens: erros de impressão, tampas mal lacradas e ausência de informações como CNPJ e lote são sinais de perigo;
- Exigir nota fiscal, que comprova a origem do produto.
Caso surjam sintomas após a ingestão, a orientação é buscar atendimento médico imediato e acionar o Disque-Intoxicação da Anvisa (0800 722 6001).