O governo federal deu início a uma grande reformulação no sistema de registros do Sistema Único de Saúde (SUS).
A principal mudança é a substituição do antigo número do Cartão Nacional de Saúde (CNS) pelo uso do CPF como identificador principal dos pacientes.
A medida tem como objetivo simplificar o acesso aos serviços, reduzir falhas e unificar informações de atendimento em todo o país.
Segundo o Ministério da Saúde, a atualização vai proporcionar mais agilidade no atendimento, além de permitir que os dados de cada usuário fiquem permanentemente vinculados ao CPF, evitando duplicidade de registros e inconsistências que prejudicam o acompanhamento do histórico médico.
O processo de atualização já está em andamento e deve alcançar milhões de brasileiros nos próximos meses.
A expectativa é que até 2026 toda a base de dados esteja totalmente alinhada ao cadastro da Receita Federal, permitindo que os números sejam compatíveis com os CPFs ativos no país.
Apesar da prioridade no uso do CPF, o Ministério da Saúde ressalta que nenhuma população ficará sem cobertura.
Estrangeiros, povos indígenas e comunidades tradicionais continuarão com registros próprios, tratados como complementares. Além disso, em situações emergenciais, será possível emitir um cadastro provisório válido por um ano.
O governo também informou que todos os sistemas do SUS passarão por adaptações até 2026, incluindo prontuários eletrônicos e plataformas utilizadas por estados e municípios.
A mudança, segundo a pasta, vai trazer mais transparência, reduzir desperdícios e melhorar a tomada de decisões no planejamento do setor.