O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), disse que vai pautar a proposta de anistia para os envolvidos nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro.
O texto em questão ainda está sendo debatido, mas a ideia do Centrão é viabilizar uma versão “light”.
Com a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a 27 anos, seus aliados ampliaram esforços para o assunto ser debatido.
No início deste mês, o presidente Lula (PT) declarou que existe um “risco” do Congresso Nacional aprovar a medida que trata do assunto. Para ele, “é preciso ficar vigilante” às movimentações que cercam o tema no Parlamento.
Hoje, a ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT-PR), afirmou ao Metrópoles que o governo vai trabalhar para derrubar a matéria.
“O governo é contra a anistia. Além de imoral é inconstitucional. Nem terminou o julgamento e já há pressão para pautar. Vamos nos posicionar contra e trabalhar para derrubar o pedido de urgência”, disse.
População dá a voz
Uma pesquisa Datafolha realizada nos dias 8 e 9 de setembro revelou que a maioria da população brasileira é contrária à aprovação de uma anistia para Bolsonaro.
Dos 2.025 eleitores ouvidos pelo Datafolha em 113 municípios, 54% se posicionaram contra qualquer tipo de perdão, enquanto 39% se declararam favoráveis.
*Com informações de CNN