Entenda as posições de Moraes e Gonet no julgamento de Bolsonaro

Redação Portal Norte

O Supremo Tribunal Federal (STF) deu início ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros sete réus nesta terça-feira (2). A ação trata sobre uma tentativa de golpe. 

Com começo às 9h, o julgamento está em momento de pausa para almoço e retornará às 14h. 

O ministro Alexandre de Moraes é relator do caso e garantiu que a Suprema Corte será imparcial e ignoraria pressões internar ou externar, dizendo que todos os réus serão julgados de acordo com o devido processo legal. 

Moraes ainda repudiou tentativas de interferência externa, como sanções impostas pelos Estados Unidos (EUA), e reafirmou o compromisso do Judiciário com a soberania nacional e a democracia. 

“A pacificação do país, que é o desejo de todos nós, depende do respeito à Constituição, da aplicação das leis e do fortalecimento das instituições nacionais, não havendo a possibilidade de se confundir a necessária pacificação com a covardia do apaziguamento”, expressou. 

Denúncia

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou que “não há como negar fatos praticados publicamente”, mostrando evidências como planos apreendidos, diálogos documentados e deterioração de bens públicos. 

Gonet falou em organização criminosa, pontuando que essa agiu até o último mimento para criar um cenário de comoção social visando “à ruptura da normalidade do processo de sucessão”.

Gonet ressaltou também que a disseminação de fake news sobre o sistema eletrônico de votação era uma prática recorrente do grupo, agindo por meio de canais digitais, com o objetivo de desestabilizar a confiança pública nas instituições eleitorais.