A Comissão Parlamentar de Inquérito do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) deu início nesta terça-feira (26). O relator, deputado federal Alfredo Gaspar (União-AL), deixou claro qual será sua forma de atuação.
“Aqui, no meu relatório, não haverá protegidos e nem perseguidos. Eu estarei aqui para cumprir o rito da investigação. A situação e a oposição irão me ajudar muito na condução deste relatório e tudo terá o seu tempo. O relatório busca que nós tenhamos liberdade para investigar”, afirmou.
Gaspar explicou que antes de ser designado relator recebeu convite para visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), mas que para “manter a imparcialidade dos trabalhos” declinou.
“Esta Comissão está muito dividida, com uma parte da situação e outra da oposição. Serei duro e implacável com todos aqueles que cometeram crime, independente de qual governo tenha participado”, disse.
Amazonas em pauta
Durante a reunião, um desafio foi encontrado: nem todos os parlamentares estavam com acesso ao relatório nos computadores. Como alternativa, o presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG) pediu a impressão de pelo menos 15 cópias.
O senador Eduardo Braga (MDB-AM) disse que o certo seria distribuir para todos e não somente para alguns. Como resposta, Viana falou do Amazonas.
“O senhor é do Amazonas, tem que pensar no desmatamento e reduzir o uso de árvores”, refletiu.
Braga defendeu seu estado e estabeleceu que não se trata disso. “Eu acho que nós estamos começando a CPMI e o estado do Amazonas é o mais bem preservado e eu apenas quero cópia do relatório para poder acompanhar o meu dever como membro da CPMI”, expressou.