Cassação de Chiquinho Brazão é questionada no STF pela defesa

Redação Portal Norte

Acusado de ser um dos mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco, o ex-deputado federal Chiquinho Brazão acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar reverter a cassação de seu mandato. 

Ele está preso desde março de 2024 e perdeu o cargo em abril por faltas excessivas, depois de somar 72 ausências não justificadas. 

A defesa aponta que as faltas não foram por querer, mas sim por necessidade, já que se encontra em prisão preventiva por determinação da Suprema Corte. 

Segundo os advogados, a regra de perda de mandato por ausência visa punir o “abandono deliberado do cargo”, o que não se aplicaria ao caso de Brazão.

Eles pedem, portanto, que o ato da Mesa Diretora da Câmara dos Deputados, que determinou a cassação, seja reavaliado pelos ministros do Supremo. 

Histórico 

O processo sobre o assassinato da vereadora e do motorista, Anderson Gomes, segue no STF, com relatoria do ministro Alexandre de Moraes. 

Em junho, o ex-deputado e o irmão Domingos Brazão, e outros acusados tornaram-se réus no caso, que agora aguarda data para julgamento final. 

Boa relação? 

Em outubro passado, Chiquinho Brazão declarou em depoimento que tinha uma “excelente” relação com Marielle Franco. Ele também afirmou que Marielle tinha um “futuro brilhante”.