O número de migrantes venezuelanos que cruzam a fronteira para o Brasil aumentou significativamente após as eleições municipais realizadas na Venezuela em julho. O partido de Nicolás Maduro conquistou ampla maioria das prefeituras.
Em Pacaraima, cidade de entrada para a maioria dos venezuelanos, a Cáritas Brasileira, organização que presta apoio humanitário, registrou um aumento nos atendimentos a recém-chegados.
Segundo a coordenadora Luz Tremaria, em entrevista ao G1, a média diária passou de 150 para 350 atendimentos, mais que o dobro do observado nos meses anteriores. Até o dia 20 de agosto, considerando migrantes novos e antigos, a Cáritas realizou 17.212 atendimentos, cerca de 6 mil a mais do que em julho.
Aumento do fluxo de migrantes venezuelanos: o que explica?
Segundo a reportagem do g1 RR, o aumento no fluxo está ligado à frustração com a situação política e econômica na Venezuela.
Muitos migrantes relataram falta de esperança após o resultado eleitoral e buscam melhores condições de vida, acesso à educação e serviços de saúde no Brasil.
A Operação Acolhida, liderada pelo Exército brasileiro e apoiada por organizações sociais como a Cáritas, mantém postos de atendimento com banheiros, duchas, lavanderia e fraldários para acolher os migrantes.
A estrutura sanitária Padre Edy, localizada ao lado do posto de regularização migratória, tem sido um ponto central no atendimento.
O perfil dos migrantes que chegam atualmente ao Brasil é, em geral, de pessoas com familiares já estabelecidos no país, facilitando a interiorização e a busca por emprego e moradia. Muitos seguem para outros estados, enquanto outros permanecem em abrigos ou em situação de rua.
A crise migratória na fronteira de Roraima, iniciada em 2015, continua sendo impulsionada por fatores econômicos, sociais e políticos na Venezuela, e a recente eleição municipal parece ter intensificado o movimento em direção ao Brasil.
Com informações do G1*