Açaí, maniçoba e tucupi, produtos tradicionais da culinária paraense, haviam sido proibidos nas áreas oficiais da COP 30, realizada em Belém (PA). Como de se esperar, a decisão enfrentou uma repercussão negativa, culminando na sua revogação.
Diante das críticas, a Organização dos Estados Ibero-americanos (OEI) revisou a proibição e autorizou a comercialização desses produtos nas áreas oficiais. O Ministério do Turismo informou que o edital atualizado garante espaço para os sabores tradicionais do Pará.
Por que estes alimentos estavam proibidos na COP 30?
Eles estavam proibidos porque eram classificados como alimentos com alto risco de contaminação.
O tucupi (caldo típico feito a partir da mandioca), a maniçoba (preparada com as folhas da mandioca) e o açaí, apesar de tradicionais, entravam nessa categoria de risco segundo as normas da organização do evento.
Estes alimentos são referências da gastronomia regional. O Brasil é responsável por cerca de 90% da produção mundial de açaí, sendo o Pará o maior produtor, com média anual superior a 1,7 milhão de toneladas.
A COP 30 contará com 87 estabelecimentos de alimentação, sendo 50 na Blue Zone (acesso restrito) e 37 na Green Zone (acesso à sociedade civil). Operadores interessados têm até 25 de agosto para enviar suas propostas.
Açaí, maniçoba e tucupi: o que são?
O açaí, o tucupi e a maniçoba são alimentos tradicionais da culinária paraense, cada um com características únicas e importantes para a cultura gastronômica da região.
O açaí é o fruto de palmeiras amazônicas, consumido em forma de polpa batida, podendo ser servido com farinha de tapioca ou como bebida. Além de energético, é rico em antioxidantes e pode aparecer em pratos doces ou salgados.
O tucupi é um caldo extraído da mandioca brava, que não pode ser consumida crua devido à presença de toxinas. Ele é ingrediente essencial em pratos como o famoso pato no tucupi, mas precisa ser cozido por várias horas para ser seguro para consumo.
Já a maniçoba é preparada com as folhas da mandioca, chamadas maniva, que também contêm toxinas naturais. Para ser consumida com segurança, as folhas são cozidas por cerca de uma semana.