Moraes pede que Zanin marque julgamento de Bolsonaro e aliados por tentativa de golpe

Redação Portal Norte

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu, na última quinta-feira (14), que o presidente da Primeira Turma, ministro Cristiano Zanin, marque a data do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de outros réus do núcleo 1 da ação que apura uma tentativa de golpe. 

O pedido acontece depois que os réus entregaram as alegações finais, na última quarta-feira (13), sobre as acusações da Procuradoria-Geral da República (PGR). 

“Considerando o regular encerramento da instrução processual, o cumprimento de todas as diligências complementares deferidas, bem como a apresentação de alegações finais pela Procuradoria-Geral da República e por todos os réus, SOLICITO ao Excelentíssimo Presidente da PRIMEIRA TURMA, Ministro CRISTIANO ZANIN, dias para julgamento presencial da presenta ação pena”, disse Moraes. 

Além de Bolsonaro, os réus são: 

  • Walter Braga Netto, ex-ministro da Defesa e da Casa Civil no governo de Bolsonaro, candidato a vice-presidente em 2022;
  • Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente;
  • Alexandre Ramagem, deputado federal e ex-presidente da Abin (Agência Brasileira de Inteligência);
  • Almir Garnier, almirante de esquadra que comandou a Marinha no governo de Bolsonaro;
  • Anderson Torres, ex-ministro da Justiça de Bolsonaro;
  • Augusto Heleno, ex-ministro do GSI (Gabinete de Segurança Institucional) de Bolsonaro;
  • Paulo Sérgio Nogueira, general e ex-ministro da Defesa de Bolsonaro.

O julgamento 

A decisão acontece entre condenação e absolvição. Moraes fará a leitura do relatório final do processo. Neste documento deve conter todas as etapas do processo envolvendo os réus.

Depois disso, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, fará a sustentação oral. Por se ter mais de um réu na ação, Zanin poderá ou não ceder mais tempo à acusação, que em média tem 1h.

Na sequência, os advogados dos réus apresentam as defesas. Como Mauro Cid é o delator no processo, os advogados dele começam com a sustentação.

Após a defesa de Cid, em ordem alfabética dos acusados, os advogados dos demais réus fazem as defesas.

Somente após todas as manifestações, o relator apresenta seu voto e pede a condenação ou a absolvição dos réus, de forma individual. O ministro deve propor uma pena para cada um deles.

Na sequência, votam os demais ministros, em ordem crescente de antiguidade no Tribunal:

  • Flávio Dino;
  • Luiz Fux;
  • Cármen Lúcia;
  • Zanin.