O governo dos Estados Unidos (EUA) conta com uma lista sobre os escritórios de advocacia que pertencem a familiares de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) ou dos quais esses parentes são sócios.
A gestão de Donald Trump possui ainda um levantamento de institutos de ensino ou de pesquisa ligados, de alguma maneira, aos magistrados.
Relatos mostram que o objetivo é mapear todas as possíveis ligações financeiras dos ministros e ter meios para aplicar uma “asfixia financeira” deles, evitando caminhos alternativos para a eventual fuga das sanções previstas na Lei Magnitsky.
Até o momento, não há previsão de aplicação da Magnitsky contra outros ministros do STF, além de Alexandre de Moraes. No entanto, caso os EUA resolvam sancioná-los, o caminho estaria pronto.
Conforme interlocutores, o governo americano busca garantir que um eventual endurecimento na aplicação da Magnitsky não seja prejudicial, com ministros usando o CNPJ de uma empresa ou a movimentação financeira de institutos privados no qual sejam sócios.
Barroso orienta filho
Filho do presidente do STF, Luís Roberto Barroso, decidiu não voltar aos Estados Unidos, onde mora e trabalha como diretor do banco BTG Pactual. Ele estava de férias na Europa.
Bernardo Van Brussel Barroso seguiu o conselho do pai, que o alertou sobre o risco de ser barrado na entrada do país, diante das sanções. Apesar de não existir algo imediato, Barroso decidiu por se prevenir.