Carta de 25 países expõe incertezas sobre realização da COP30 em Belém

Redação Portal Norte

Os riscos de manter integralmente a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30), em novembro, em Belém, movimentaram representantes de 25 países, que enviaram uma carta à organização do evento e à Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC). 

A principal preocupação se dá em razão dos altos preços de hospedagens na capital paraense, pontuando ainda dificuldades logísticas envolvendo transporte e segurança. 

No documento, os países reconhecem os esforços do governo do presidente Lula (PT) para sediar a COP30 e valorizam a escolha de Belém, que simboliza os desafios da Amazônia frente às mudanças climáticas. Ainda assim, os signatários cobram providências imediatas.

“Se a COP inteira for mesmo acontecer em Belém, essas condições precisam ser garantidas”, diz a carta. Eles destacam que participar do evento significa “poder viajar para Belém, ficar em acomodações adequadas e acessíveis, e ir ao pavilhão e voltar de forma segura e eficiente em termos de tempo, inclusive tarde da noite”.

Belém de cima. Foto: reprodução/Agência Pará.

Entre os signatários estão blocos como o Grupo de Negociadores Africanos e o Grupo dos Países Menos Desenvolvidos (LDC), além de nações ricas como Áustria, Bélgica, Canadá, Finlândia, Holanda, Noruega, Suécia e Suíça. 

A principal apreensão está relacionada à cúpula de chefes de Estado, que reúne o mais alto nível de autoridades e antecede as negociações centrais da COP. De acordo com a carta, nunca antes tantas delegações estavam sem saber como iriam participar do evento a apenas 100 dias do início.

O presidente da COP30, André Corrêa do Lago, falou sobre o asssunto. “Os preços estão completamente abusivos e há um esforço muito grande do governo para conseguir convecer os hotéis a reduzir os preços. Isso se tornou público”, disse.