O ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), tenente-coronel Mauro Cid, acusou os advogados do ex-presidente de tentarem contatar a sua família para obstruir seu acordo deleção premiada.
Segundo a defesa de Cid, os advogados Paulo Cunha Bueno e Fábio Wajngarten teriam tentado obter informações sobre o acordo e convencer o militar a se afastar do processo. Cid relatou que os contatos ocorreram entre 2023 e 2024, mirando sua filha, esposa e mãe.
As informações são do novo depoimento prestado à Polícia Federal (PF) na última terça-feira (24).
Acusações
- Wajngarten: teria feito “intensa tentativa de falar” com a esposa de Cid, Gabriela Ribeiro Cid, e mantido contato constante com sua filha menor de idade;
- Bueno: teria entrado em contato com a mãe de Cid, Agnes, em um evento em São Paulo.
Os advogados de Cid entregaram voluntariamente à PF o celular da filha do colaborador.
Depoimentos
Diante das acusações, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou, na última quarta-feira (25), que a Polícia Federal (PF) escute os advogados.
Moraes entende que as ações podem configurar crime de obstrução de investigação.
Pelas redes sociais, Wajngarten disse que “a criminalização da advocacia é a cortina de fumaça para tentar ocultar a expressa falta de voluntariedade do réu delator Mauro Cid”.
*Com informações de Agência Brasil