Com crise institucional, os servidores da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) aprovaram um indicativo de greve e planejam uma ação civil pública para solicitar o afastamento do diretor-geral, Luiz Fernando Corrêa.
A decisão aconteceu na última terça-feira (24) e foi anunciada pela União dos Profissionais de Inteligência de Estado (Intelis).
“É inadmissível que, num governo que se diz progressista, o Presidente Lula e o Ministro Rui Costa optem por manter no comando pessoas envolvidas em práticas tão graves, como se nada acontecesse”, falou no perfil do X, antigo Twitter.
Prestamos nossa solidariedade também às mulheres Profissionais de Inteligência que, segundo o relatório final do inquérito, foram vítimas de assédio e misoginia, inclusive com a produção de dossiês apócrifos. Repudiamos veementemente o assédio institucional que os servidores da…
— Intelis – Profissionais da ABIN (@Intelis_ABIN) June 24, 2025
Corrêa foi indiciado pela Polícia Federal (PF) no inquérito que investigou o uso ilegal de ferramentas de monitoramento, no caso que ficou conhecido como “Abin Paralela”. Ele foi nomeado por Lula em maio de 2023.
Pai, filho e Ramagem
Além de Corrêa, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o seu filho, vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ), e o deputado federal e o deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ) também foram indiciados.
Jair Bolsonaro, de acordo com o relatório, foi indiciado por ter ciência das operações clandestinas e por se beneficiar delas, sem adotar qualquer medida para interromper a prática.
Carlos Bolsonaro teria comandado o chamado “gabinete do ódio”, que, segundo a investigação, usou as informações obtidas ilegalmente para criar e espalhar conteúdos nas redes sociais com o objetivo de atacar adversários políticos.
Alexandre Ramagem , segundo a PF, foi o principal responsável pela organização do esquema de espionagem ilegal.
*Com informações de Veja