O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) se pronunciou, pela primeira vez, sobre a prisão de seu primo. Glaycon Raniere de Oliveira Fernandes foi preso por transportar 30,2 kg de maconha no porta-malas do carro.
Por meio de uma publicação no X, antigo Twitter, no último domingo (1), o deputado disse que “não é uma situação que merece que eu perca meu tempo”.
O parlamentar disse ainda que qualquer pessoa que tenha cometido um crime deve pagar, independente de ser ou não próxima a ele. Para Nikolas Ferreira, ligar a imagem dele ao acontecido representa uma vontade da população e da oposição em “deteriorar” a sua imagem.
“Quem está preso com drogas merece cadeia assim como os rachadores e outros corruptos que inclusive estão soltos por aí. Vale a pena tentar, mas tente na próxima”, declarou o deputado.
Pra mim não é uma situação que merece que eu perca meu tempo, até porque não é algo que me envolve. Se qualquer pessoa, seja relacionada a mim de alguma forma ou não, cometer crime, ela tem que pagar por isso. É bem simples. O que eu vejo é mais uma tentativa frustrada de…
— Nikolas Ferreira (@nikolas_dm) June 1, 2025
Emendas
O caso ganhou repercussão porque, meses antes das últimas eleições, o deputado Nikolas Ferreira destinou mais de R$ 1,5 milhão em emendas para a cidade onde seu primo atuava.
Com milhões de reais enviados por emendas de comissão, conhecidas como “novo orçamento secreto” pela falta de transparência, os deputados federais equiparam prefeituras comandadas por seus parentes.
São mais de 30 deputados incluídos na lista que satisfizeram cidades geridas por pais, irmãos e esposas, por exemplo.
Dados do orçamento de 2024, tornados públicos por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), indicam que o total enviado aos locais vai além dos R$ 277 milhões em valores empenhados. Do montante, R$ 163 milhões foram efetivamente pagos pelo governo federal.