As preparações para a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30), que acontece em novembro em Belém (PA), passam além de mudanças estruturais da cidade, com obras em pontos turísticos como:
- Complexo Ver-o-Peso;
- Parque Linear São Joaquim;
- Base Aérea de Belém;
- Parque Linear da Doca;
- Avenida Visconde de Souza Franco;
- Avenida Tamandaré;
- Porto Futuro II.
Os trabalhos visam também a preservação da Floresta, a partir da bioeconomia, que é atingida por meio do mercado de carbono.
Essa atuação é defendida pelo governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), que foi foi recebido pelo Grupo Norte de Comunicação e destacou avanços na capital paraense para recepção do evento.
“O estado do Pará tem se apresentado com soluções efetivas que criam novas economias”, afirmou.
É do mundo!
Apesar do destaque ser o Pará, as discussões em torno da COP30 cercam outras regiões, como o Mato Grosso do Sul (MS). Nesta segunda-feira (24), a capital Campo Grande recebe a palestra “De Baku a Belém: agropecuária brasileira na COP 30”.
A decisão de expandir a pauta é essencial, tendo em vista um desempenho global, segundo o pesquisador membro da delegação brasileira nas negociações sobre clima da Convenção-Quadro das Nações Unidas para Mudanças Climáticas (UNFCCC), Marcelo Morandi.
“É importante lembrar que a COP não é do Brasil e nem da Amazônia. As discussões são globais, assim como os desafios. Porém as soluções dependem de características locais, regionais, da construção de tecnologias adaptadas a cada região”
Para a agricultura, o especialista aborda que é interessante a construção de tecnologias de agricultura que não só reduzam as emissões, como favoreçam a adaptação do setor, trazendo fortalecimento.
Morandi avalia que todo o sistema possa promover “produção de alimentos, fibras e energia, e ao mesmo tempo, ajude a superar os problemas que as mudanças climáticas estão trazendo”.
A agrônoma Helen Coelho de Amorim afirma que de fato as alterações no clima impactam na produção agrícola.
“Mudanças climáticas, como temperaturas altas, que geram secas intensas, além da densidade ou falta das chuvas prejudicam no desenvolvimento das plantas, sendo elas hortaliças e frutíferas. Tudo em excesso e em falta prejudica o cultivo”, disse.
Lula no Japão
O presidente Lula (PT) desembarcou nesta manhã de 24 de março no Japão. Um dos objetivos da visita é buscar soluções para a carne bovina brasileira, fortalecendo acordos comerciais.
No entanto, os fatores meteorológicos também serão discutidos na viagem, de acordo com postagem feita na redes sociais do governo federal. Foi divulgado que parcerias em prol da ciência, inovação, descarbonização e combustível sustentável serão firmadas.
Essa medida leva à lembrança da lei que criou o Programa de Aceleração da Transição Energética (Paten), que promove a eficiência no uso de energia, alinhada à sustentabilidade.