11 mandados de busca e apreensão e dois mandados de busca pessoal contra supostos desvios em emendas parlamentares foram cumpridos pela Polícia Federal (PF) na última quinta-feira (13).
A operação, denominada de EmendaFest, investiga crimes de desvios de recursos públicos, corrupção ativa e passiva. As emendas em questão seriam destinadas ao Hospital de Santa Cruz, no Rio Grande do Sul.

Entre os envolvidos no caso está um assessor do deputado federal Afonso Motta (PDT-RS). No entanto, a operação tem como alvo maior o ex-presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL).
Posicionamento de congressistas
O deputado Glauber Braga (PSOL-RJ) prestou depoimento e declarou que Lira cancelou as comissões que deveriam deliberar sobre as emendas e concentrou a destinação dos recursos.
Para o parlamentar, essa ação, encabeçada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino, é mais do que justa.
“As decisões do ministro Dino são razoabilíssimas, não tem interferência indevida. Tem uma farra de ilegalidade para dizer o mínimo. Estão esculachando a questão das emendas, não disfarçam. Isso não é interferência de outro poder, é um escárnio que precisa ter uma apuração”, afirmou.
Além de Glauber Braga, os deputados José Rocha (União-BA) e Adriana Ventura (Novo-SP), e o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) também foram ouvidos.
Destaca-se a manipulação de R$ 4,2 bilhões em emendas.
A cientista social Ana Ribeiro alerta que esse tipo de atuação é interessante na medida em que mostra os valores do Brasil.
“Quando atuações deste tipo aparecem, vem a reflexão sobre o que de fato é prioridade aos políticos do nosso país. Se de fato essa manipulação for constatada, quem perde é a população, que deixa ter ter melhorias em setores da saúde, da educação, entre outras”, explicou.
*Com informações de CNN