Com a liberação de 663 agrotóxicos e defensivos biológicos, o governo Lula (PT) bateu um recorde em 2024. A medida representa um aumento de 19,4% em relação a 2023. Os dados são do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), que realiza o levantamento desde 2000.
A alta coincide com a entrada em vigor da nova lei dos agrotóxicos, sancionada em dezembro de 2023 e que agiliza o processo de análise e liberação desses produtos.
O estudo do Ministério aponta ainda que os dois anos de mandato de Lula somam mais agrotóxicos e defensivos liberados do que 50% das aprovações do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
De 2019 a 2022, foram 2.182 componentes liberados, enquanto em 2023 e 2024, esse número foi de 1.218.
Aumento expressivo
A aprovação de agrotóxicos no Brasil teve um aumento significativo após uma queda de 15% em 2023 em relação ao ano anterior.
No primeiro ano do governo Lula, foram liberados 555 agrotóxicos, enquanto em 2022, as liberações somaram 652. A redução foi a primeira após sete anos seguidos de elevações nas aprovações.
O maior número apareceu em 2017, no governo de Michel Temer (MDB-SP), com um aumento de 45,8% em relação a 2016.
Segundo o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), dos 663 agrotóxicos e defensivos aprovados em 2024, 12 estão na classificação de “produto altamente perigoso ao meio ambiente”, 278 em “muito perigoso ao meio ambiente”, 255 em “perigoso” e 118 em “pouco perigoso”.
A classificação de “altamente perigoso” também foi modificada quanto ao ano de 2023. Na época, existiam somente oito nessa posição.
Dados completos de liberação de agrotóxicos por ano:
- 2000 – 82
- 2001 – 115
- 2002 – 53
- 2003 – 77
- 2004 – 84
- 2005 – 89
- 2006 – 109
- 2007 – 202
- 2008 – 191
- 2009 – 137
- 2010 – 104
- 2011 – 146
- 2012 – 168
- 2013 – 110
- 2014 – 148
- 2015 – 139
- 2016 – 277
- 2017 – 404
- 2018 – 449
- 2019 – 475
- 2020 – 493
- 2021 – 562
- 2022 – 652
- 2023 – 555
- 2024 – 663