Gilmar Mendes determina que Carla Zambelli seja ouvida imediatamente pela PGR

Ministro Gilmar Mendes determina que deputada Carla Zambelli seja ouvida pela PGR após incidente com arma de fogo
Redação Portal Norte

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a deputada Carla Zambelli (PL-SP) seja ouvida imediatamente pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

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Caberá ao Ministério Público investigar a parlamentar após ela ter sacado uma arma e perseguido um homem em São Paulo, na véspera do segundo turno da eleição presidencial.

O depoimento foi solicitado pela própria PGR. Gilmar entendeu que os possíveis crimes vinculados à conduta da parlamentar precisam ser investigados sob supervisão do Supremo. Como deputada federal, Zambelli tem foro privilegiado no STF.

No despacho que determina a oitiva, Gilmar defendeu uma investigação do caso com um “ritmo adequado” em virtude da relevância do episódio.

Em tese, o ministro citou possíveis crimes de porte ilegal e disparo de arma de fogo e “infrações penais contra a liberdade pessoal, a honra ou a vida dos envolvidos”. A parlamentar diz ter sido agredida e agido em legítima defesa.

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Na quinta-feira (3), a assessoria da deputada reeleita divulgou uma nota informando que Carla Zambelli estava nos Estados Unidos Ela teve as contas nas redes sociais suspensas após incentivar a paralisação de caminhoneiros e o bloqueio de rodovias em protesto à vitória do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições.

“Destaque-se que há informações divulgadas pelos meios de comunicação que indicam que a parlamentar federal se encontra atualmente nos Estados Unidos, circunstância que certamente não é ignorada por parte da Procuradoria-Geral da República”, afirmou o ministro na decisão.

Mendes afirmou que a deputada e a PGR precisarão providenciar os meios processuais e o formato do depoimento com “soluções tecnológicas”, “sob pena de revelia e de prosseguimento das apurações independentemente dos esclarecimentos a serem prestados pela parlamentar”.

Procurada por meio de sua assessoria, Zambelli ainda não comentou a decisão.