PF diz que Bolsonaro cometeu crime em vazamento de inquérito sobre TSE

Delegada da PF afirma que Bolsonaro cometeu crime ao vazar dados sigilosos sobre ataque hacker ao TSE.
Redação Portal Norte

Após o presidente Jair Bolsonaro (PL) não comparecer nesta sexta-feira, 28, para depor na Polícia Federal (PF), a delegada do órgão, Denisse Dias Rosas Ribeiro, declarou que, após investigações, constatou-se  que o chefe do executivo cometeu crime em vazamento de inquérito sobre o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). 

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Ela disse que o presidente teve “atuação direta, voluntária e consciente” na prática do crime de violação de sigilo funcional. 

O inquérito investiga vazamento de dados sigilosos sobre ataque hacker ao TSE.

O presidente é investigado por ter atacado a credibilidade das urnas eletrônicas, em transmissão ao vivo, embora não houvesse relação do ataque com o funcionamento das urnas.

No inquérito, a delegada considera que Bolsonaro, em conjunto com o deputado bolsonarista Filipe Barros (PSL-PR), na condição de funcionários públicos, revelaram conteúdo de inquérito policial que deveria permanecer em segredo até o fim das diligências.

 No entanto, declarou que não pode indiciar ambos devido à prerrogativa de foro que têm.

Decisão de Moraes

O despacho da delegada só pode ser acessado porque o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), derrubou o sigilo do inquérito após determinar depoimento presencial de Bolsonaro na Polícia Federal, nesta sexta-feira.

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Moraes determina que Bolsonaro preste depoimento na PF nesta sexta sobre suposto vazamento de documentos sigilosos

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O presidente da República não cumpriu determinação de Alexandre de Moraes e faltou ao depoimento à Polícia Federal, que deveria ocorrer presencialmente às 14h desta sexta-feira (28/1).

Moraes negou pedido da Advocacia-Geral da União (AGU) para que o Plenário da Corte decida sobre a possibilidade de o presidente Jair Bolsonaro depor em outro momento no âmbito do inquérito que investiga vazamento de dados sigilosos.

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