Tamanduá tenta se esconder de incêndio no Acre, mas não resiste às chamas

Redação Portal Norte

O ambientalista Rogério Mendes usou suas redes sociais para denunciar mais um incêndio registrado nesse fim de semana na Reserva Extrativista Chico Mendes, no Acre.

Segundo ele, o fogo e a fumaça assustaram moradores e colocaram em risco a biodiversidade local.

Durante a ocorrência, foi encontrado um mambira, uma espécie de tamanduá, que tentou se proteger em um buraco, mas acabou não resistindo às chamas, imagem que sensibilizou a comunidade.

Incêndio atinge reserva extrativista Chico Mendes

Em seu relato, Mendes destacou que os incêndios não atingem apenas a vegetação, mas também comprometem a vida de animais que dependem diretamente da floresta.

“Estamos em um período de seca severa, e qualquer descuido pode se transformar em tragédia: vidas são perdidas, árvores centenárias viram cinzas e todo o equilíbrio do nosso território fica ameaçado”, escreveu.

O ambientalista reforçou ainda que os incêndios na Amazônia são problemas que ultrapassam as questões ambientais, impactando a saúde das pessoas, a cultura das comunidades tradicionais e o futuro de todo o território.

“O fogo não é apenas um problema ambiental, é também uma ameaça à saúde, à cultura e ao futuro das nossas comunidades. Por isso, pedimos responsabilidade e consciência: não use o fogo. Cada ato de cuidado é uma forma de proteger a Amazônia, de garantir que animais continuem existindo e que nossas gerações futuras possam viver da floresta em pé. Cuidar da floresta é cuidar da vida”, concluiu.

O Acre enfrenta, em 2025, um aumento significativo no número de queimadas, especialmente durante o período de seca intensa. Segundo dados do Instituto de Mudanças Climáticas do Estado (IMC), áreas de floresta e reservas extrativistas vêm sendo constantemente atingidas pelo fogo.

Especialistas alertam que, além da devastação ambiental, a fumaça das queimadas provoca problemas respiratórios e compromete a qualidade de vida da população local.