O Brasil enviou 600 mil doses de vacina contra o sarampo para a Bolívia, com apoio da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). A doação foi feita por meio do Fundo Rotatório da organização.
Metade das vacinas é da tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, e a outra metade é da dupla viral, que combate sarampo e rubéola.
Brasil doa 600 mil doses de vacina contra o sarampo à Bolívia
Com as novas doses, a Bolívia iniciou a segunda etapa da campanha nacional de vacinação, com foco em crianças e adolescentes de 1 a 14 anos. A meta é proteger mais de 500 mil jovens.
A entrega aconteceu no sábado (12), em Corumbá (MS), cidade que faz fronteira com Puerto Suárez, na Bolívia.
Os ministérios da Saúde dos dois países, a Agência Brasileira de Cooperação (ABC), ligada ao Itamaraty, e a OPAS organizaram a ação.

A iniciativa faz parte dos esforços para evitar que o sarampo volte a circular de forma contínua nas Américas.
O Brasil, por exemplo, tem reforçado a vacinação nas regiões de fronteira, com apoio dos governos estaduais e municipais.
Portanto, como parte dessa mobilização, o estado do Acre será o primeiro a realizar um Dia D de vacinação nesta terça-feira (15), com foco especial no microplanejamento – uma estratégia que busca garantir que as ações cheguem a todos os públicos.
Risco de retorno
As Américas são, desde novembro de 2024, a única região do mundo considerada livre da transmissão contínua do sarampo.
No entanto, essa conquista está em risco se os países não mantiverem uma cobertura vacinal de pelo menos 95% com as duas doses recomendadas.
A OPAS registrou 7.132 casos confirmados de sarampo e 13 mortes na região entre janeiro e meados de junho deste ano.
Por fim, os surtos começaram a partir de casos importados de fora das Américas. As faixas etárias mais afetadas são crianças com menos de 5 anos e adolescentes entre 10 e 19 anos.