Um artigo do jornal britânico The Economist avalia que o presidente Lula (PT) tem enfrentado um declínio na influência internacional, ao mesmo tempo em que sua popularidade doméstica cai.
O texto crítica a aproximação do petista com a Rússia e com a China, sugerindo que o Brasil parece estar “cada vez mais hostil ao Ocidente”. A publicação também aponta dificuldades nas relações do Brasil com países vizinhos.
Distanciamento
Segundo o The Economist, um exemplo de distanciamento foi a condenação do Brasil ao ataque dos Estados Unidos contra o Irã.
“Essa linguagem agressiva colocou o Brasil em desacordo com todas as outras democracias ocidentais, que ou apoiaram os ataques ou apenas expressaram preocupação”, destacou.
Brics e relações com EUA
A publicação também argumenta que o Brics se tornou uma plataforma para a China expandir sua influência política e para a Rússia justificar sua ação militar na Ucrânia.
Para além disso, é ressaltado que existe uma suposta falta de esforço de Lula para fortalecer os laços com o presidente dos EUA, Donald Trump.
O jornal observa que não há registro de um encontro pessoal entre Lula e Trump, o que torna o Brasil a maior economia, cujo líder não se reuniu com o presidente americano.
Por outro lado, o petista tem se aproximado de Xi Jinping e Vladimir Putin.
Impopular
A conclusão do The Economist vem dizendo que a “fraqueza no cenário mundial é agravada pela queda na popularidade de Lula em casa”.
O artigo menciona pesquisas recentes que indicam uma redução na aprovação do presidente, atribuindo a queda a preocupações com corrupção e aos indicadores econômicos.