Chefe do Departamento de Eficiência Governamental dos Estados Unidos, o empresário Elon Musk vive um “cabo de guerra” com agências de segurança do governo norte-americano.
Com o aval do presidente Donald Trump, Musk apertou o cinto e cobrou que os servidores das agências informassem as atividades realizadas na última semana. O bilionário enviou um e-mail aos funcionários com o assunto “O que você fez na semana passada?”.
A medida, porém, não foi bem recebida pelos chefes dos órgãos, que instruíram seus funcionários a não responderem aos e-mails. Agências como o Federal Bureau of Investigation (FBI), o Departamento de Defesa de Estado e o Pentágono estão entre as que se negaram a responder ao bilionário.
O departamento de Musk é responsável por cortar gastos e reformular as agências governamentais. O objetivo de Trump é reduzir as equipes do governo.
Em resposta, o chefe do Departamento de Defesa dos EUA, Darin S. Selnick, publicou uma nota no X (antigo Twitter) em que afirma que o órgão é responsável por avaliar a performance dos seus funcionários, de acordo com procedimentos próprios de avaliação.
No texto, Selnick orienta que os servidores federais não respondam ao e-mail enviado pelo departamento de Elon Musk.
O que dizia o e-mail enviado por Elon Musk?
O texto foi curto e direto: “Por favor, responda a este e-mail com aproximadamente 5 pontos do que você realizou na última semana e coloque seu chefe como cópia”.

Musk pediu ainda que os servidores não enviassem informações confidenciais, links ou documentos em anexo. O prazo para a resposta era até 23h59 desse domingo (23). Pelo X, o empresário afirmou que os funcionários que não respondessem estariam sujeitos à demissão.
Com a negativa das agências, Musk usou as redes sociais para tecer comentários irônicos sobre as atividades realizadas pelos servidores.
Na tarde desta segunda-feira (24), ele republicou um tuíte com a legenda “Agora sabemos o que eles fizeram na semana passada”.
A notícia se referia a uma notícia de que funcionários federais foram flagrados participando de um chat secreto, no qual discutiam abertamente sobre castração genital, vaginas artificiais, fetiches sexuais e gangbangs. As conversas estariam acontecendo no horário de trabalho dos funcionários.