O Conselho Universitário da Universidade Federal do Acre (UFAC) aprovou novas diretrizes para o ingresso nos cursos de graduação a partir dos próximos processos seletivos. A principal mudança será a adoção de modelos distintos de seleção para Licenciaturas, Bacharelados e Medicina, respeitando as particularidades de cada área.
As Licenciaturas continuarão integradas ao Sistema de Seleção Unificada (SiSU), com uso exclusivo das notas do Enem. Já os cursos de Bacharelado terão seleção própria realizada pela plataforma da UFAC, mantendo o Bônus Regional, que favorece candidatos do Acre e de estados vizinhos. No caso da Medicina, será implantado vestibular presencial específico, também com aplicação do Bônus Regional, previsto para acontecer em dois dias de provas no mês de janeiro de 2026.
A reitora Guida Aquino afirmou que a mudança reforça o compromisso da universidade com a inclusão social e a valorização da autonomia acadêmica. Segundo a Pró-Reitora de Graduação, Ednaceli Damasceno, a instituição já iniciou os trâmites para definir a banca responsável pelo vestibular de Medicina e a elaboração dos editais das novas modalidades de seleção.
A expectativa segunda a Universidade é de que os ajustes garantam maior eficiência no preenchimento das vagas e ampliem as oportunidades para estudantes locais.
Bônus Regional
A Ufac decidiu manter o bônus regional de 15% para candidatos ao curso de Medicina, apesar da recomendação do Ministério da Educação (MEC) para que as instituições não incluam a bonificação no termo de adesão ao Sistema de Seleção Unificada (Sisu). A medida ocorre após a retirada do curso do Sisu e será aplicada apenas para ingresso direto na universidade.
O bônus foi criado para auxiliar estudantes de regiões com menor desempenho no Enem a ingressarem em cursos de alta concorrência, como Medicina. Outro fator determinante para a manutenção da política foi o histórico de evasão. Em 2013, a instituição registrou recorde de abandono entre os alunos de graduação, o que acendeu o alerta para a necessidade de ações de permanência e inclusão.
A Ufac utiliza o modelo desde 2018. No entanto, em dezembro de 2024, o MEC enviou ofício informando que o bônus não seria considerado para efeito de cálculo da nota dos candidatos, mesmo que a universidade decidisse mantê-la, mas a instituição reafirmou a decisão de preservar o critério.