Secretário do Amazonas celebra avanços no comércio exterior e prevê economia de R$ 50 bilhões

Redação Portal Norte

O secretário de Desenvolvimento Econômico do Amazonas, Serafim Corrêa, destacou na última segunda-feira (24), em entrevista ao Grupo Norte de Comunicação, uma série de medidas anunciadas pelo governo federal para fortalecer o comércio exterior brasileiro e reduzir custos logísticos.

Segundo ele, o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) disponibilizou novos recursos para financiar exportações nacionais, iniciativa que classificou como “algo muito positivo”.

Serafim também ressaltou que o governo adotou ações para diminuir a burocracia e facilitar o processo exportador. 

De acordo com o secretário, essas medidas devem representar uma economia estimada de R$ 50 bilhões no chamado “custo Brasil”. “Isso é muito importante”, afirmou.

Acordo Mercosul–União Europeia

Para o secretário, a notícia mais significativa é a confirmação de que o Acordo Comercial entre Mercosul e União Europeia será assinado no dia 20 de dezembro. Ele enfatizou que o tratado é aguardado há duas décadas.

“Nós sonhamos com isso durante 20 anos e não conseguimos. E agora, finalmente, vamos ter esse momento muito bom”, declarou. 

Segundo Serafim, a assinatura deve ampliar a corrente de comércio: “o Brasil vai vender mais e vai comprar mais”, disse, destacando que o equilíbrio comercial será mantido.

Impactos no Amazonas

Corrêa também abordou o cenário comercial do Amazonas, reforçando que o estado possui tradição importadora devido ao modelo de substituição de importações que sustenta a economia local.

Ele apresentou números de 2024: o Amazonas exportou US$ 1 bilhão e importou US$ 16 bilhões.

“Sobra uma diferença de 15 bilhões, e com esses 15 bilhões nós produzimos quase 40 bilhões de dólares que vendemos para o restante do Brasil”, afirmou. 

Segundo ele, o modelo substitui “25 bilhões de dólares, o que é altamente positivo para a balança comercial brasileira”.

Plano de bioeconomia

O secretário anunciou ainda a conclusão, pela SEDECT, do plano de bioeconomia do Amazonas. O projeto foi construído após ouvir representantes dos 62 municípios do estado.

Serafim explicou que a bioeconomia reúne “os saberes tradicionais aliados às novas tecnologias, usando a biodiversidade amazônica para oferecer alternativas de renda ao homem do interior”.

Corrêa afirmou que a implementação começa imediatamente. “O primeiro passo foi o plano. Agora começamos a executá-lo, e isso será progressivo ao longo dos anos”, disse.

Ele reforçou que a iniciativa deve ser tratada como política de Estado. “O que é muito importante para todos nós”, concluiu.