A intervenção do Banco Central no Banco Master desencadeou preocupação entre servidores públicos do Amazonas.
A autarquia federal determinou, nesta terça-feira (19), a administração especial temporária por 120 dias e a liquidação extrajudicial do conglomerado, medida que impacta diretamente investimentos realizados pela AmazonPrev.
Sindicato alerta para risco de prejuízo
O Sindicato dos Trabalhadores do Tribunal de Justiça do Amazonas (SINTJAM) já havia alertado, em outubro, sobre a aplicação de R$ 50 milhões da AmazonPrev no Banco Master, supostamente sem a aprovação dos conselheiros da autarquia.
“Era esperado”, diz sindicato
O coordenador executivo do SINTJAM, Roberto D’Ávila, afirmou que o desfecho não surpreende:
“Pelo histórico do Banco Master nós já estávamos prevendo que isso iria acontecer. E no Banco Master foram 50 milhões investidos pela Amazon Prev. Estamos preocupados agora com o Banco C6, que são 250 milhões”.
AmazonPrev diz que aplicações seguiram normas
No mês anterior, a AmazonPrev havia declarado que todas as operações foram feitas segundo as normas do Ministério da Previdência Social para Regimes Próprios de Previdência (RPPS).
Segundo a fundação, à época das aplicações, o Banco Master atendia aos requisitos necessários para receber os investimentos.
Sindicato busca responsabilização
Após a intervenção, a diretoria jurídica do SINTJAM pretende acionar órgãos de controle para investigar as operações realizadas pela AmazonPrev.
O advogado do sindicato, Aldryn Amaral, reforçou que novas providências serão adotadas:
“O sindicato vai tomar medidas em relação às denúncias que já foram oferecidas ao Ministério Público do Estado, do Ministério Público Federal, com relação à aquisição dessas letras financeiras. Outras medidas judiciais também serão tomadas em outras instâncias de controle, mediante essa informação também de que o Banco Master entrou em processo de liquidação extrajudicial pelo Banco Central”.
Fundação acompanha o caso
Nesta terça-feira, a AmazonPrev informou que está monitorando a situação junto ao Banco Central com o objetivo de proteger a carteira de investimentos e assegurar o equilíbrio financeiro da previdência dos servidores estaduais.