A tarifa de 50% sobre todas as exportações brasileiras enviadas aos Estados (EUA), anunciada pelo presidente Donald Trump no último dia 9, movimentam o governo brasileiro, que se impõe na reação.
No dia 10 deste mês, o presidente Lula (PT) disse que o Brasil tentará resolver a disputa por meio do diálogo com os EUA e com outros países afetados pelas mesmas tarifas. Caso as conversas não avancem, a resposta será proporcional.
“Não tenha dúvida que, primeiro, nós vamos tentar negociar. Mas, se não tiver negociação, a Lei da Reciprocidade será colocada em prática. Se ele vai cobrar 50% de nós, nós vamos cobrar 50% dele”, afirmou.
Nesta segunda-feira (21), em entrevista à CBN, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, falou sobre a medida, que entra em vigor em 1º de agosto. Haddad entende que a situação pede que todo o país esteja consciente do cenário.
“O Brasil não vai sair da mesa de negociação. Não demos nenhuma razão para sofrer esse tipo de sanção. Estamos engajados, vamos insistir na negociação comercial, para que nós possamos encontrar um caminho de aproximação dos dois países, que não tem razão nenhuma para estarem distanciados”, enfatizou.

Investigação
No último sábado, a Advocacia-Geral da União (AGU) pediu ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que seja aberta uma investigação.
O objetivo é apurar se houve uso de informações privilegiadas para ganhar dinheiro com o anúncio do aumento de tarifas feito pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra o Brasil.
De acordo com a AGU, a intenção é investigar se houve alguma ligação entre esse aumento de tarifas e movimentações suspeitas no mercado de câmbio brasileiro.
Conforme o órgão, esses fatos podem indicar não só crimes já investigados, como tentativa de atrapalhar a Justiça, mas também possíveis ganhos financeiros ilegais com base nas mesmas ações.