Enquanto acontece uma crise em torno do novo decreto do governo sobre o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou férias de uma semana.
O ministro fica fora do comando da Pasta entre esta segunda-feira (16) e o domingo (22). Anteriormente, o descanso estava marcado para o período de 11 a 22 de julho. A alteração consta em despacho no Diário Oficial da União (DOU) do último dia 5.

O documento foi assinado pelo vice-presidente e ministro Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB), que estava como presidente em exercício.
Responsabilidade executiva
Durante a falta de Haddad, o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, responderá. Uma das grandes tarefas de Durigan neste primeiro momento será acompanhar a votação, na Câmara dos Deputados, da urgência do projeto que derruba o aumento do IOF.
A proposta mira o decreto editado pelo Executivo na quinta-feira (11) com a “recalibragem” nas alíquotas. A decisão de pautar a urgência foi acordada pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), em reunião com líderes partidários.
A inclusão do requerimento na pauta é um “recado” ao governo sobre a insatisfação dos parlamentares com as medidas do Executivo. Mesmo após a apresentação de propostas alternativas, os congressistas têm criticado sugestões que envolvem o aumento de impostos.
“Já comuniquei à equipe econômica que as medidas que estão pré-anunciadas deverão ter uma reação muito ruim”, disse Motta.