Trabalhadores com carteira assinada agora têm uma nova opção de acesso a crédito: o empréstimo consignado com garantia do FGTS, disponível desde o dia 21 de março.
A iniciativa, chamada de Crédito do Trabalhador, foi lançada pelo governo federal e pode ser solicitada por meio do aplicativo Carteira de Trabalho Digital ou em bancos autorizados.
Como funciona o consignado com FGTS?
O modelo permite que o trabalhador utilize até 10% do saldo do FGTS como garantia, além de 100% da multa rescisória em caso de demissão sem justa causa. O pagamento é feito diretamente na folha, com desconto via eSocial, limitado a 35% do salário mensal.
A contratação funciona como um leilão online. O trabalhador informa o valor desejado e o sistema apresenta as propostas de diferentes instituições financeiras. Cabe ao solicitante escolher a oferta com melhores condições de juros, prazos e CET (Custo Efetivo Total).
Após a contratação, é possível acompanhar os pagamentos mensalmente pela plataforma.

Como acessar a Carteira de Trabalho Digital?
Para solicitar o Crédito do Trabalhador, é preciso ter acesso à versão digital da Carteira de Trabalho. Veja como ativar:
- Acesse o portal Gov.br e preencha seus dados pessoais;
- Responda ao questionário com informações sobre seu histórico profissional;
- Após a validação, você receberá uma senha provisória — altere no primeiro acesso;
- Com o cadastro feito, a Carteira Digital estará disponível no app para Android, iOS ou na versão web.
Segundo o governo, todos os brasileiros com CPF ativo já possuem o documento digital. Para quem nunca teve registro formal, a carteira aparecerá apenas com os dados de identificação.
Vantagens do novo crédito
Segundo o governo, o uso do FGTS como garantia torna possível a cobrança de juros mais baixos que os praticados no crédito consignado tradicional. Além disso, mesmo que o trabalhador mude de emprego, desde que permaneça com carteira assinada, o contrato continua válido.
Outra novidade: a partir de 25 de abril, será possível migrar dívidas antigas com desconto em folha — como empréstimos pessoais ou crédito do cartão — para essa nova modalidade, com o objetivo de reduzir o endividamento.